https://www.infodefensa.com/latam/2020/05/11/noticia-rifle-imbel-evalua-durante-simulacion-condiciones-especiales-combate.html

 

  
Rio de Janeiro (RJ) – O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) "Campo de Provas da Marambaia" realizou, no dia 5 de maio, uma avaliação operacional do Fuzil de Assalto IA2 7,62 mm, em uma simulação de condições especiais de combate, após emersão da água do mar. Participaram das atividades dois oficiais da Seção de Avaliação de Material de Emprego Militar do CAEx (o Gerente da Avaliação Operacional do fuzil e o Oficial de Prevenção de Acidentes na Instrução), uma equipe da Seção de Testes do CAEx, cinco militares do 1º Esquadrão de Cavalaria Pára-quedista (1º Esqd Cav Pqdt), técnicos da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), uma equipe de apoio do CAEx e uma equipe de saúde.
  
 
 
 
Fontes:

http://www.eb.mil.br/web/noticias/noticiario-do-exercito/-/asset_publisher/MjaG93KcunQI/content/id/11468451

https://tecnodefesa.com.br/exercito-analisa-operacionalidade-do-fuzil-ia-2-762mm-apos-emersao/

 

 

  

A IMBEL®, Empresa Pública Dependente e Empresa Estratégica de Defesa desde 1808, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando do Exército, desenvolve e comercializa produtos de defesa e segurança (PRODE) destinados aos segmentos de Defesa e Segurança com comprovada robustez, qualidade, confiabilidade, rusticidade, resistência e durabilidade.

Os  PRODE IMBEL® são avaliados, segundo os requisitos operacionais básicos do Exército Brasileiro (ROB), Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) do Ministério da Defesa e normas internacionais exigidas pelas Forças Armadas, em rigorosos testes realizados pelo Centro de Avaliação do Exército (CAEx) que, após testados e certificados, são produzidos e disponibilizados aos clientes institucionais de Defesa e Segurança.

No que tange ao Fuzil de Assalto 5,56 IA2, o CAEx iniciou a avaliação do seu protótipo em 2012 como Material de Emprego Militar (MEM), para verificar sua conformidade aos ROC nº 01/11-EMCFA, de 30 de junho de 2011 e Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 02/12-DCT, de 25 de julho de 2012. A consequente avaliação do lote-piloto foi concluída em dezembro de 2014, sendo o citado PRODE foi considerado "CONFORME" com referidos requisitos. O Relatório de Avaliação nº 31/14 do lote-piloto foi homologado pela Portaria nº 007 - DCT de 04 de fevereiro de 2015.

Recentemente, algumas mídias sociais reverberaram um relatório apócrifo de 18 de fevereiro de 2013 referente a testes não controlados realizados sem seguir as metodologias preconizadas para avaliações de MEM, com data anterior a homologação do Relatório de Avaliação, o qual apresenta uma suposta não conformidade no item robustez do Fuzil de Assalto 5,56 IA2, que não condizem com a realidade, tentando assim denegrir o primeiro fuzil genuinamente brasileiro. Torna-se oportuno asseverar, que a melhoria continuada dos produtos IMBEL® é alicerçada por relatórios de desempenho elaborado pelos entes institucionais e pelas contribuições/sugestões de especialistas e atiradores, como se observou na adoção de um novo conjunto de trilhos picatinny adaptado as demandas da Força Terrestre, na introdução de coronhas retráteis, entre outras.

Atualmente mais de 30.000 Fuzis de Assalto/Carabinas 5,56 IA2 equipam diversas Unidades Operacionais do Exército Brasileiro e Órgãos de Segurança Pública articulados em diversos rincões do Brasil.

Assim, a IMBEL® repudia com veemências tais aleivosias, e coloca a Fábrica de Itajubá e o produto a disposição de especialistas e articulistas para verificar in loco em testes controlados a comprovada conformidade da arma aos requisitos exigidos pelas Forças Armadas.

 

 

Produtos IMBEL® - Forjados para a Defesa - Disponíveis para a Segurança

Assessoria de Comunicação Institucional

 

 

Vídeo do blog PAPO DE ATIRADOR sobre a Pistola IMBEL 9 TC MD6

https://youtu.be/WTjRyl4R9wk

Uma empresa de transporte de valores localizada na cidade de Ribeirão Preto - SP foi alvo de uma quadrilha fortemente armada na madrugada do dia 29 de outubro. O tiroteio entre assaltantes e policiais militares durou cerca de duas horas e no confronto um assaltante morreu, três foram presos, sendo um deles ferido, o dinheiro não foi levado e nenhum policial se feriu na ação.

Seguindo o “modus operandi” de ações desse tipo, os criminosos fizeram reféns, explodiram inúmeros veículos e espalharam obstáculos nos acessos ao local da transportadora, a fim de impedir ou retardar a aproximação dos policiais. Na ação, os marginais utilizaram fuzis de assalto AK-47 e Colt M4, coletes e capacetes balísticos e farta munição, sendo parte desse material apreendido pela polícia.

Os policiais militares utilizaram na ocasião o Fz 5,56 IA2 e um dos oficiais da PMESP que participou da ação deu o seguinte testemunho sobre o desempenho do armamento fabricado pala IMBEL:

“Boa noite,

... Segunda feira tivemos uma verdadeira batalha contra ladrões de uma empresa de valores. Utilizamos o fuzil IMBEL IA2 e os criminosos Ak 47 e Colt M4. Vimos várias vezes as armas inimigas engasgarem e com muito orgulho informo que não tivemos nenhuma falha, nem das armas nem da munição. Parabéns pelo excelente projeto.”

O projeto do Fz 5,56 IA2 é o fruto de anos de pesquisa e desenvolvimento que incluíram testes de natureza e propósitos diversos (areia, poeira, baixa e alta temperatura, resistência, escoamento de água, precisão e segurança), além de ensaios de campo, tendo sido consumidas mais de 100.000 munições para realizá-los. Desse esforço, resultou uma arma de tamanho reduzido, confiável, resistente, leve, de fácil manuseio e manutenção, capaz de ser equipada com diversos dispositivos ópticos e táticos, que transformam o Fz Ass 5,56 IA2 num verdadeiro sistema de armas.

O Fz 5,56 IA2 foi adotado pelo Exército Brasileiro e adquirido por inúmeros órgãos de segurança pública, dentre eles a PMESP, e integra a linha de produtos IA2 composta por fuzis e carabinas nos calibres 5,56 e 7,62. A carabina 7,62 IA2 já está disponível para comercialização e o Fz 7,62 IA2 já teve a sua avaliação técnica concluída pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEX) e se encontra na fase de avaliação operacional em três organizações militares do Exército Brasileiro.

O depoimento do policial militar que participou daquela operação policial se soma aos testemunhos de vários outros policiais e comprova a qualidade e confiabilidade do armamento produzido pela IMBEL que combinadas a um adequado plano de manutenção garantem a necessária superioridade operacional das forças de segurança pública sobre o crime organizado.

 

Fonte:

https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2018/10/29/apos-explosoes-policia-militar-faz-cerco-na-zona-leste-para-conter-assaltantes-em-ribeirao-preto-sp.ghtml

A FAMÍLIA DE RIFLES IA2 DA IMBEL

fonte: http://www.sadefensejournal.com/wp/?p=4299

16 de março de 2018  -  Recursos , V10N2 , Vol. 10

Ao lado: Este protótipo inicial do fuzil IA2 5.56x45mm (produzido entre 2008 e 2009) era equipado com um cano mais longo (480mm). O comprimento total da arma de 990mm foi reduzido para 753 mm, estando a coronha de polímero rebatida para a direita.

 A criação oficial do conglomerado estatal IMBEL, Indústria de Materiais Bélico do Brasil, em 14 de julho de 1975, assinalou uma nova e importante etapa na história da Fábrica de Itajubá, do Exército Brasileiro, no estado de Minas Gerais. Essa instalação industrial foi criada em 1934 sob o curioso nome de Fábrica de Canos e Sabres para Armamento Portátil, embora o mais lembrado seja a fabricação por longo tempo de fuzis de ação Mauser 7x57 mm M1908 / 34.

Outro passo importante foi dado em meados da década de 1960, quando da assinatura de um acordo com a belga Fabrique Nationale dArmes de Guerre em prol da fabricação autorizada do fuzil FAL de 7,62x51 mm; o programa começou em agosto de 1964. Em 1973, a nacionalização total dos modelos M964 (coronha fixa) e M964A1 (coronha dobrável) havia sido alcançada, tendo sido ambos amplamente adotados pelo Exército e pela Marinha do Brasil, além de terem sido recebidos alguns pedidos de exportação para países como Austrália, Botswana, Chile, Equador, Índia, Indonésia, Nova Zelândia, Peru, África do Sul, Uruguai e Venezuela. Um número substancial de fuzis FAL semiautomáticos e PARA-FAL padrão sistema métrico, produzidos no Brasil foram vendidos no mercado dos EUA de 1985 a 1990, por meio da Springfield Armory, sob os nomes comerciais de SAR-48, SAR-4800 Sporter (cano de 21 polegadas) e SAR-4800 Bush (cano de 18 polegadas).

Funcional, mas muito pesado, o MD1 (também conhecido como M989) ainda usava um carregador de 20 tiros. Para todos os efeitos, era um  FAL  no calibre 5.56x45mm.

A adoção oficial da munição 5.56x45mm (SS109) pela Organização do Tratado do Atlântico Norte, em 1980, levou muitos países à criação de novos fuzis desse calibre. Isso também despertou ideias no pessoal do escritório de pesquisas da Fábrica de Itajubá, situada no agradável clima das montanhas do estado de Minas Gerais. Em meados de 1983, um protótipo designado como Fz 5.56 IMBEL MD1 foi produzido e submetido a testes internos. Este autor teve a oportunidade de atirar com aquela arma de regime de tiro seletivo, ainda na fábrica, e relembra as características gerais positivas exibidas. Embora empregando, como esperado, vários componentes do FAL (mecanismo de disparo, coronha rígida e punho, por exemplo), ele incorporou uma mudança significativa ao empregar um ferrolho rotativo multi-lug em vez do sistema de trancamento do ferrolho do 7,62x51mm. Embora o desempenho geral desse protótipo fosse aceitável e houvesse a expectativa de que o rifle, no futuro viesse a apresentar melhorias simples como a redução no peso de 4 kg, por exemplo, a empresa decidiu não dar continuidade ao projeto.

A subsequente investida da empresa para criação de um fuzil nacional de calibre 5.56x45mm foi direta, mas longe de ser bem-sucedida. Para economizar tempo e custos de produção, optou-se por adicionar ao FAL as modificações mecânicas necessárias para permitir que ele disparasse munição mais leve, o que incluía a manutenção do sistema original de trancamento da culatra. Ainda sob a designação de Fz 5.56 IMBEL MD1, o produto ficou pronto em 1989 e funcionou satisfatoriamente, chegando a ser certificado (mas não adotado) pelo Exército Brasileiro como o M989. Mas o peso do fuzil carregado, com o bipé dobrável adicionado, superou a marca dos 5 quilos o que acabou matando a ideia.

 Em 1991, os modelos MD2/MD2A1 (coronha rebatível, habilitados somente para tiro semiautomático) foram certificados para produção e venda, com pequenos lotes de avaliação chegando a algumas unidades do Exército brasileiro e alguns órgãos policiais, inclusive do Rio de Janeiro, onde o fuzil acabou sendo adotado. Uma grande mudança incorporada foi o uso de carregadores compatíveis com o STANAG, mas com uma unidade completa de 30 unidades, o fuzil ainda pesava um pouco abaixo de 5 kg. Mais tarde, o empreendimento dos fuzis de 5.56x45mm começou a ter novas perspectivas com a introdução do seletor de tiro MD97L seletiva de fogo (com uma rampa de três furos) e a carabina MD97LC de cano curto e semi-automática, que encontrou aceitação razoável com um número de agências policiais em todo o país. As principais melhorias do projeto foram o uso de um ferrolho rotativo que tranca de forma direta em uma extensão do cano; isso permitiu o uso de materiais de liga leve na parte inferior da caixa da culatra, o que resultou em um peso vazio mais razoável de 3,3 kg. A fabricação em série começou em 2004.

Autor do projeto atirando com o único protótipo do  Fz 5.56 IMBEL MD1, na Fábrica de Itajubá em meados de 1983. O modelo usava um carregador de 20 tiros e várias peças do FAL. A inserção mostra a luva de aço perfurada em torno de parte do cano de 464 mm.

 Nesse ínterim, o escritório de projetos da fábrica de Itajubá, então sob a liderança entusiasta do Capitão Paulo Augusto Capetti Porto, fazia experimentos com vários modelos que foram denominados FIL-97 (FUZIL IMBEL LEVE) e FILC -97 (FUZIL IMBEL LEVE CURTO) com o único propósito de transformar algumas ideias inovadoras em protótipos-conceito, em busca da criação de uma nova família de armas.

 Dando prosseguimento a um projeto de transição feito somente no papel informalmente chamado de Alpha One (A1) – uma versão de MD97 com algumas mudanças internas (percusssor acionado por mola, culatra M4, controle de rajada de 3 tiros, etc.) - um design amplamente melhorado surgiu, provisoriamente chamado de Alpha Two (A2). Essa designação informal acabou dando origem ao que viria a ser mais tarde, o Fuzil de Assalto 5.56 IMBEL A2 (Fz Ass 5.56 IA2). As primeiras notícias e imagens não oficiais da arma surgiram em meados de 2010 e, em 2011, na LAAD Defesa e Segurança no Rio de Janeiro, foram exibidas com uma aparência mais formal. Por volta de 2012, a produção para valer começou gradualmente na Fábrica de Itajubá e algumas unidades do modelo com seletor de tiro foram entregues a diferentes unidades do Exército para avaliação. Ao mesmo tempo, demonstrações com a versão semiautomática da carabina eram realizadas em todo o país para forças policiais civis e militares e os pedidos de compra logo começaram a chegar. Um marco significativo para o programa ocorreu em 23 de outubro de 2014, quando o Exército Brasileiro anunciou a adoção oficial do IA2 como substituto inicial dos FAL M964 e M964A1 7.62x51mm, os quais poderão vir a serem totalmente substituídos. Desde então, as entregas para outras unidades (aerotransportadas, por exemplo,) foram gradualmente ocorrendo, além de fornecimentos da carabina semiautomática IA2 (CAR 5.56 IA2), para Secretarias de Segurança em todo o país.

A carabina semiautomática MD97LC de ferrolho rotativo foi fornecida a várias Secretarias de Segurança e, atualmente, continua em uso limitado. Observe os dois trilhos Picatinny curtos sobre a tampa da caixa da culatra.

Como normalmente acontece na vida útil de qualquer arma, a fabricante oferece pequenas melhorias em termos de design e acessórios. Para o IA2, atualmente, foi adotado como padrão um punho tático de polímero opcional alinhado com a extremidade dianteira do compartimento do carregador. Presentemente é oferecida também uma opção de coronha dobrável, com seis ajustes de comprimento. A IMBEL também está testando várias outras inovações nas armas, incluindo uma alça de transporte elevada a ser acrescentada ao trilho Picatinny superior. Isto inclui uma alça de mira interna a ser usada em conjunto com uma massa de mira elevada. Outros detalhes que também estão sendo estudados incluem uma alça de transporte dobrável, uma coronha telescópica e um quebra-chamas redesenhado.

 As variações, que agora estão sob avaliação, as quais foram oferecidas em resposta a alguns requisitos específicos da Marinha do Brasil, são dignas de nota. O fuzil básico recebeu um cano com passo de 1: 7 polegadas (6 raias, sentido horário) em substituição do IA2 5.56x45mm original que tinha cano com passo de 1:10 polegadas (mesma raiadura), enquanto a coronha é do tipo dobrável e ajustável , o que reduz um pouco o comprimento da arma nas configurações estendida e rebatida. Pequeno em tamanho, mas importante no uso em combate, é uma alça de mira chanfrada em forma de disco com aumento de 100 metros no alcance de 100 a 600 metros. Um modelo com cano mais longo (538 mm, com quebra-chamas) com o mesmo passo de 1: 7 polegadas, com encaixe para baioneta compatível com os dois modelos de faca baioneta da IMBEL® também está na lista de desejos da Marinha.

Um item interessante que pode estar disponível em breve no Fuzil IA2 5.56x45mm é um kit de conversão rápida que permite que a arma dispare munição .22LR - um recurso econômico e útil para treinamento. A coisa toda é bem simples: abra a arma, remova a tampa da caixa da culatra, retire o parafuso e recue os conjuntos de molas, insira o conjunto do kit, feche a arma novamente, use o carregador do tipo STANAG fornecido (com capacidade ainda a ser definida), e pronto! Você agora terá, é claro, um fuzil operado por blow-back em suas mãos, mas que mantém a capacidade de seleção de regime de tiro. Evidentemente, as munições mais leves destinam-se a ser usadas principalmente apenas nas fases introdutórias do treinamento com fuzil, para que os novatos possam aprender os fundamentos básicos do manuseio de armas, procedimentos gerais de segurança, uso do aparelho de pontaria e, claro, atirar em escala reduzida em linhas de tiro situadas em áreas internas. Além disso, atirar com a munição frágil com um fuzil de mais de 3 kg parecerá sempre (e soará!) como se você estivesse atirando com um fuzil de ar comprimido. Em um estágio posterior, no entanto, os novatos receberão a arma real para treinar e se adaptar a coisas como recuo, estampido, flash, temperatura da arma, etc. Num país como o Brasil, onde os orçamentos de defesa são extremamente apertados, essa pode ser uma solução inteligente.

Mostras de Fuzis IA2 5.56x45mm dos primeiros lotes de produção fornecidos ao Exército Brasileiro, sendo usados por tropas da Brigada de Infantaria Paraquedista no desfile militar, no Rio de Janeiro em 7 de setembro de 2017.

A versão de calibre 7,62 x 51 mm foi idealizada desde o início do programa IA2. Em 2010, fotografias dos protótipos iniciais estavam disponíveis, deixando evidente, em sua aparência externa, uma relação familiar com o modelo de 5,56x45 mm. Internamente, no entanto, a arma de maior calibre era praticamente um FAL, o que incluía o sistema de trancamento da culatra e pequenas melhorias no sistema de gases e em outras peças, como resultado da experiência de projeto e produção. Afinal, a IMBEL é uma fabricante de FAL desde meados da década de 1960.

Vale ressaltar que a ênfase de desenvolvimento foi colocada na versão de 5,56x45mm desde as primeiras fases da agenda; a versão 7.62x51mm progrediu em paralelo, mas em uma cadência mais lenta. Vários protótipos surgiram a partir de 2010 e algumas mudanças de configuração foram incorporadas. Em 2017 as configurações finais de um fuzil com seletor de tiro (Fz Ass 7,62 IMBEL IA2) e de uma carabina de cano curto e semiautomática (Ca 7,62 IMBEL IA2) foram definidas. A conclusão bem sucedida dos Programas de Certificação do Exército Brasileiro permitirá à IMBEL lançar lotes piloto e fazer promoções de venda.

 O programa das carabinas parece ter maior prioridade neste momento para atender às crescentes demandas das forças de segurança pública por uma arma compacta de 7.62x51mm, em substituição aos bastante utilizados FAL e PARA-FAL ainda em uso. Embora fuzis deste calibre em serviço policial possam parecer exagerados para alguns, quando se vê o armamento comumente encontrado em mãos criminosas no Brasil, a opção se torna totalmente justificável. Quanto ao Exército Brasileiro, já claramente comprometido em usar o Fz Ass 5.56 IA2 como o rifle padrão, os “sete meia dois” ainda têm lugar para tropas que operam em ambientes ou condições táticas gerais que exigem fogo mais pesado.

 Em suma, a Indústria de Material Bélico do Brasil, com orçamentos limitados em meio a frequentes crises econômicas nacionais, mostrou considerável perseverança para alcançar o status atual de seu programa de longo prazo de desenvolvimento e produção de fuzis.

Oficiais da FNSP do Brasil - Força Nacional de Segurança Pública – em um exercício com carabinas IA2 semiauto.
A arma mostrada na parte superior da figura acima é uma carabina semiautomática IA2, na cor preta, para uso policial, equipada com a nova coronha dobrável e ajustável em comprimento (opcional). Na parte inferior da figura é mostrado o modelo na cor verde, com seletor de tiro, do Exército Brasileiro. Observe o punho tático nivelado com o alojamento do carregador.
 Uma versão em desenvolvimento do fuzil IA2 com seletor de tiro, exibindo uma série de novos recursos, tais como uma estrutura do tipo alça de transporte com alça de mira interna e mira MOA AIMPOINT COMP M2 4 no trilho Picattinny, alça de transporte dobrável, coronha telescópica e quebra-chamas tipo entalhado.
Os dois modelos em avaliação da Marinha do Brasil, cano de passo 1:7 e comprimentos do cano de 538mm e 347mm, incluindo o quebra-chamas. Ambos têm coronha dobrável/ajustável e recurso de drenagem de água.
O conjunto do transportador ferrolho do IA2 5.56x45mm original com sua unidade de mola recuperadora correspondente é visto acima do kit de peça única .22LR que transforma o fuzil em uma arma operada por blowback. O contorno da extremidade dianteira é moldada para se ajustar à câmara do cano original.
 Um IA2 na posição aberta (desmontagem de campanha) pronto para receber o kit .22LR. O carregador, bem parecido com o STANAG 30 tiros, tem uma inserção de menor capacidade (ainda indefinida) para as munições mais leves; o carregador branco mostrado na foto é um exemplar para testes de oficina.
Autor disparando um rifle IA2 5.56x45mm modificado para .22LR na linha de tiro da Fábrica de Itajubá. Observe a imagem borrada do pequeno cartucho ejetado, na parte traseira.
Esses dois primeiros protótipos IA2 de 7.62x51mm mostram algumas claras semelhanças externas com a versão 5.56x45mm. A arma em primeiro plano usa a conhecida coronha dobrável do PARAFAL e o freio de boca, enquanto o outro rifle é equipado com a primeira coronha dobrável de polímero testada e um quebra chamas mais curto.
Desmontagem de campanha do Fuzil de Assalto 7.62 IA2. Em vez da tampa da caixa da culatra de liga leve do modelo 5.56x45mm, o modelo mais pesado é usinado em aço AISI 1060.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Fz Ass e Ca 5,56 IA2

Calibre:

5.56x45mm

Comprimento do cano:

350 mm (6 raias à direita, passo 1:10)

Comprimento total/ coronha rebatida:

850/600 mm

Peso sem carregador

3,4 Kg

Fz Ass e Ca 7,62  IA2

Calibre:

7,62x51mm

Comprimento do cano:

390/265mm (4 raias à direita)

Comprimento total/ coronha rebatida::

920/800mm,670/550mm

Peso (sem carregador):

4/3,8 Kg

Clique aqui para ver a matéria

Fonte: Ronaldo Olive - Firearm Blog
Disponível em: http://www.thefirearmblog.com/blog/2017/09/04/imbel-22lr-kit-5-56x45mm-ia2-rifle/

O uso de munições de sub-calibre em armas de fogo - e peças de artilharia também - está longe de ser uma novidade e seu objetivo é evidente: reduzir os custos de treinamento. Para aqueles que vivem em países onde os cartuchos de munição são abundantes e muito acessíveis para os indivíduos e, mais ainda, para instituições estabelecidas, como forças armadas e polícias, esta questão pode parecer irrelevante. Este não é o caso de muitos países ao redor do mundo, cujas economias têm que lidar com orçamento apertado o tempo todo. Nas nações em que as forças armadas e as forças de aplicação da lei recebem frequentemente uma importância menor do que o desejável pelos políticos tomadores de decisão, economizar dólares (ou outra moeda qualquer) no treinamento inicial pode ser a única maneira de dar aos conscritos e novatos a um programa de treinamento com armas de fogo um pouco decente, antes que possam ser escalados para desempenhar suas funções com um mínimo de qualidade. Entenderam o quadro geral?

O Brasil se encaixa perfeitamente nesse cenário. Não só os custos das munições são, em geral, muito elevados, mas as restrições orçamentárias também tendem a limitar para baixo de forma alarmante as aquisições. Um usuário de longa data (desde meados da década de 1960) de rifles FAL de 7.62x51mm feitos pela IMBEL - Indústria de Material Bélico do Brasil, o Exército Brasileiro, está agora em processo de complementação dos Fuzis 7,62 com o Fuzil IA2 calibre 5.56x45mm do mesmo fabricante. Sendo adotado, a munição de menor calibre é também mais barata do que a maior, mas ainda é cara neste recanto do mundo.

Até onde eu sei (por favor, corrijam-me os leitores do TFB), uma munição calibre 0,22LR custa um décimo do valor de uma munição calibre 5.56x45mm/.223 Remington nos EUA, enquanto no Brasil, por razões desconhecidas para este articulista, um cartucho de percussão na borda (rim-fire), fabricado no Brasil pela CBC - A Companhia Brasileira de Cartuchos, custa cerca de um terço de um cartucho de percussão central. No entanto, a diferença de custos continua sendo suficiente para justificar o emprego da munição calibre .22LR no treinamento de tiro inicial.

Antes de entrar em nos detalhes do kit de conversão IMBEL, vamos esclarecer alguns pontos. Obviamente, o redutor de calibre destina-se principalmente ao uso nas fases introdutórias do treinamento com fuzil, de modo que os recrutas possam aprender os princípios básicos do manuseio de armas, os procedimentos gerais de segurança, a utilização dos dispositivos de pontaria e, claro, à execução do tiro prático em linha de tiro com escala reduzida. Também, evidentemente, ao atirarmos com esse cartucho tão leve, de um fuzil que pesa mais de 3kg, geralmente temos a sensação (e nos parece!) que estamos atirando com um fuzil de ar-comprimido! Não se preocupe, porém. Em um estágio posterior, os recrutas receberão a arma de verdade para treinar e se acostumar com coisas como o recuo, o ruído, o fulgor das chamas, o calor, etc. E eles vão ajudar a gastar o estoque de munição de tão alto custo!

Ainda em testes, um protótipo do kit de conversão foi disponibilizado recentemente ao TFB para uma rápida sessão de tiro nas instalações da Fábrica de Itajubá, em Minas Gerais. O procedimento todo é o mais descomplicado possível: pegue um fuzil IA2, remova a tampa da caixa da culatra, retire o ferrolho e o conjunto das molas do recuo, insira o conjunto do kit, feche novamente a arma, coloque o carregador padrão OTAN (capacidade ainda indefinida) e você estará basicamente pronto para atirar. Agora você tem, claro, um IA2 operado por ação dos gases em suas mãos, mas ainda mantendo a capacidade de seleção de tiro. Isso não vai adicionar muito de prática ao programa de instrução, mas é muito interessante.

A equipe mais cooperativa da IMBEL recentemente deu ao autor a oportunidade de uma breve avaliação prática do kit de treinamento IA2 .22LR na linha de tiro da Fábrica de Itajubá. Um tiro quase silencioso e sem recuo...

Como já disse, o kit de conversão IMBEL IA2 .22LR ainda está em fase de desenvolvimento e terá que ser submetido a um programa oficial de testes de certificação pelo CAEx - Centro de Avaliação do Exército, no Rio de Janeiro, antes de iniciar sua produção em série. Como a conversão para cápsulas de percussão na borda parece estar passando sem obstáculos evidentes, penso que um futuro fuzil IA2 apenas com câmara .22LR pode vir a ser disponibilizado. O mercado local adoraria!

Recentemente, foram difundidas nas redes sociais informações sobre o Fuzil/carabina 5,56 IA2 que provocaram dúvidas e questionamentos de clientes, usuários e admiradores da marca IMBEL. Sempre no intuito de manter seu público preferencial informado, estamos divulgando em diversos meios de comunicação a presente NOTA DE ESCLARECIMENTO, abordando dois temas importantes: a CONTRAINDICAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DE MUNIÇÃO CALIBRE .223 REM e a recomendação sobre a NÃO UTILIZAÇÃO DO CARREGADOR COMO APOIO DE MÃO DURANTE A REALIZAÇÃO DE TIRO. Os conteúdos dos dois comunicados (nº 01 e 02), apesar de extensos são bastante esclarecedores e pacificam definitivamente algumas controvérsias envolvendo aquele consagrado produto da indústria nacional.

Saiba mais clicando em https://goo.gl/c6y6eC

Encerrou-se no dia 11 de junho, a “First Rifle Championship”, competição de tiro prático realizada na Rússia, que reuniu cerca de 600 atiradores de 40 países e na qual participou o suboficial (SO) VAGNER CARLOS DA SILVA BRUM, da Força Aérea Brasileira, utilizando o Fz 5,56 IA2. Projetado e produzido pela IMBEL, o Fz 5,56 IA2 foi recentemente adotado e padronizado pelo Exército Brasileiro e equipa, também, diversos Órgãos de Segurança Pública do País.

Utilizando o Fz 5,56 IA2 em sua primeira participação em competições internacionais de tiro prático com arma longa, o SO BRUM obteve os melhores resultados dentre os atiradores brasileiros que participaram do evento, ficando em 17º lugar no universo dos atiradores militares e na 67ª posição na classificação geral da categoria “Standard Semi-auto”, na qual o armamento não dispõe de mira ótica e os disparos são realizados até a distância máxima de 300 m.

Após a realização de mais de 3.000 disparos no período de treinamento e durante a competição, não foi registrada qualquer pane de funcionamento no armamento, limitando-se as intervenções do atirador à realização das manutenções preventivas preconizadas no manual técnico do Fz 5,56 IA2 IMBEL. Convém ressaltar que durante parte da competição, o SO BRUM utilizou munição .223 rem/5,56x45 FMJ (SS109) disponibilizada pela organização, sem a ocorrência de qualquer incidente, diferentemente do que aconteceu com uma consagrada arma estrangeira durante as provas.

Mais do que resultados absolutos excepcionais obtidos na “First Rifle Championship”, a participação da IMBEL buscou dar visibilidade a um produto da indústria de armas leves nacional junto a público altamente especializado, que mesmo utilizando armas sofisticadas e consagradas internacionalmente, demonstrou vivo interesse pelo fuzil brasileiro, conforme se constata nas fotos expostas, em virtude das qualidades do Fz 5,56 IA2 reveladas na competição.

Esta Nota tem o propósito de apresentar aos clientes e admiradores da marca IMBEL os resultados de uma iniciativa baseada na confiança que a Empresa tem nos seus produtos, um dos quais, nas mãos de um atleta competente e dedicado, competiu em pé de igualdade com renomadas armas estrangeiras presentes naquela difícil e seletiva competição. A IMBEL parabeniza o SO BRUM pelo excelente desempenho e agradece as importantes contribuições apresentadas para aperfeiçoamento do Fz 5,56 IA2 e possível aplicação em novos produtos.

Acesse a matéria através do link: http://www.breachbangclear.com/mnkf-the-other-expertise-imbels-knives/

Em cerimônia realizada na Base General Bacelar, em Porto Príncipe, o 26º Contingente Brasileiro (CONTBRAS) na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH) foi efetivado como a última tropa que realizará a fase final da missão, que será concluída em 15 de outubro do corrente ano.

A última tropa brasileira no Haiti é composta por 970 militares, sendo 850 do Batalhão de Infantaria (BRABAT) e 120 da Companhia de Engenharia de Força de Paz. O contingente da 26ª Companhia de Engenharia de Força de Paz é dotado com o novo Fz IA2 5,56 produzido pela IMBEL, armamento recentemente padronizado pelo Exército Brasileiro e que já equipa diversas organizações militares da Força Terrestre.

A IMBEL orgulha-se em contribuir para a operacionalidade da 26ª Cia de Engenharia de Força de Paz e dar visibilidade a um armamento genuinamente nacional naquela que será a última participação do componente militar brasileiro na Missão de Estabilização no Haiti.

Clique aqui e assista matéria sobre o Fuzil IA2 5,56 exibida no dia 23/05/2015, no programa "OKAY Pessoal!!!" no SBT, pelo apresentador Otávio Mesquita.